Os CEOs americanos permaneceram pessimistas em relação à economia durante o segundo trimestre e muitos disseram que o nível de emprego, as vendas e os investimentos de capital devem continuar a cair.
O índice de perspectivas econômicas do Business Roundtable registrou 18,5 pontos para o período de abril a junho, abaixo do limiar de 50 pontos, acima do qual se indica otimismo, mas bem acima dos - 5 pontos do primeiro trimestre, segundo a associação empresarial baseada em Washington.
O índice pode ir de 150 pontos positivos a 50 pontos negativos. O resultado do primeiro trimestre foi o mais baixo desde que ele começou a ser elaborado, em 2002.
A pesquisa mostra que os principais executivos das empresas dos EUA não estão convencidos de que o plano de estímulo do governo Obama esteja dando resultado.
"O resultado do trimestre reflete a continuação da fragilidade da economia", disse Ivan Seidenberg, chairman do Business Roundtable e CEO da Verizon. "As condições - embora ainda negativas - parecem ter começado a se estabilizar."
Ontem, a Associação Nacional de Corretoras de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) anunciou que as vendas de imóveis usados cresceram em maio pelo segundo mês consecutivo, uma vez que o número recorde de execuções de hipotecas, com arresto, derrubou os preços. As compras subiram 2,4%, para um total anualizado de 4,77 milhões de unidades. A taxa ficou abaixo do previsto por economistas. A mediana dos preços recuou 17%, a terceira maior queda da série histórica.
Incentivos fiscais para pessoas que compram sua primeira casa, previstos no plano estímulo econômico do governo dos Estados Unidos, a queda nos preços dos imóveis e a redução nas taxas dos financiamentos contribuíram para fortalecer o mercado. Ao mesmo tempo, é provável que uma recuperação seja limitada com uma alta do desemprego e um novo aumento dos custos de financiamento.
"Estamos vendo alguns sinais de estabilidade", disse Scott Brown, economista-chefe da Raymond James & Associates de St. Petersburg, Flórida. "Muita coisa vai depender das taxas de financiamentos imobiliários."